A HISTÓRIA DA ASTROLOGIA - 3

 

 

ASTROLOGIA NO ORIENTE MÉDIO

 

 

Após a morte de Ptolomeu, no ano 180, a Astrologia declina. Com a queda do Império romano, a Astrologia é degradada, temporalmente, à superstição. Apesar de todas as tentativas da Astrologia “científica”, a adivinhação pelos astros passa a fazer parte de doutrinas fundamentalmente diferentes da Astronomia e efetivamente vinculadas a todo o fundo “sagrado”. “Essa corrupção da astrologia foi uma das razões pelas quais a igreja cristã a atacou com todas as suas forças – junto a outros resíduos de crenças pagãs”, embora o evangelho de São Mateus, no Novo Testamento, fizesse referência aos Magos Astrólogos

Um dos padres que mais se empenhou na erradicação da astrologia foi o Santo Agostinho (354-430), embora, na sua juventude, a aceitasse. Passou a condená-la considerando-a fraude. Ele dizia que se os astrólogos acertavam é porque invocavam os espíritos diabólicos.

 

 

ARÁBIA

 

 

Devemos aos árabes, em grande parte, a sobrevivência da ciência e da filosofia clássicas que desde o século VIII, aproximadamente, conservara e utilizara passando a especializar-se em medicina e astronomia. Em Bagdá criou-se um grande observatório e Biblioteca, fazendo desta cidade a capital astronômica do mundo. Os estudos da astronomia tinham a orientação da astrologia. Destacam-se Albumansur (805-885), o melhor astrólogo árabe que deixou escritos cuja tradução, através da Espanha, chegou à Europa da Idade Média e influenciou no renascimento da astrologia e astronomia.

 

 

EUROPA

 

 

 Nesta fase do decorrer da história, pode-se observar um crescimento do número de astrólogos, assim como seu prestígio cada vez mais crescente. Da classe mais alta às classes letradas, a Astrologia gozava de plena confiança, e o horóscopo de nascimento que vigorava até então permanece até o final do século XIX. Sua forma de disposição era quadrada: três quadrados dispostos um dentro do outro dividido em doze partes lineares. No centro o astrólogo inscrevia a hora e data de nascimento da pessoa, e cada setor correspondia às doze casas solares que iriam ser preenchidas de acordo com a disposição dos planetas no céu naquele momento do nascimento.

Nostradamus mostra à Rainha os futuros reis
através das imagens de um grande espelo.  

.A Astrologia teve seu apogeu no reinado de Catarina de Médicis que, não só era rodeada de astrólogos ilustres como Nostradamus (também seu médico e cujas profecias são até hoje objeto de estudos e discussões), como também frequentava com estes, observatórios para conhecer a influência dos astros. Os filhos de Catarina também foram ardentes defensores da Astrologia.

Gutemberg (1398-1468) e a prensa com a qual imprimiu o 1° livro: a Bíblia.

       Em 1493 surgem os almanaques divulgando calendários que recomendavam momentos propícios para semear e colher, casar, viajar, até tomar banho. Infelizmente,  nos séculos XVIII e XIX a Astrologia passa por um período de exploração comercial sofrendo uma terrível decadência até o final do século XIX, passando a ser rejeitada por astrônomos que criaram distanciamento entre Astrologia e Astronomia.

       Surge, nesta época, Madame Blavatsky, que não era astróloga mas acreditava nas “ocultas e misteriosas influências dos astros”. Em seguida Alan Leo e seus seguidores assentaram as bases da moderna Astrologia, fortalecendo o retorno desta ciência milenar.

Mme Blavatsky, em seu salão em N. York, onde iniciou a Teosofia. Desenho das memórias pessoais de Blavatski.

Jung - discípulo de Freud

No século XX  C. G. Jung, filósofo e psicólogo (1875-1961) fundamentou-se na Astrologia aproximando-a da Psicologia. Interessado em paranormalidade, telepatia, clarividência, premonição, fez estudos estatísticos com 500 casais ( 1000 mapas) criando a teoria da sincronicidade.

 

 

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"Só se vê bem com os olhos do coração"

(Saint Exupéry)